terça-feira, 7 de agosto de 2007

‘Wilma tem os compromissos dela e nós temos os nossos'

LUÍS JUETÊ Da Redação da Gazeta do Oeste 07-08-2007


O presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro no Rio Grande do Norte, deputado federal Henrique Eduardo Alves, negou que esteja se reaproximando politicamente da governadora Wilma de Faria (PSB). Ao ser entrevistado ontem no Jornal do Dia (TV Pontanegra), o parlamentar fez questão de dizer que a sua função de líder do PMDB na Câmara Federal exige que ele se articule com as mais variadas correntes políticas nacionais."Não há possibilidade de reaproximação com a governadora Wilma de Faria porque ela tem os compromissos dela e nós temos os nossos.


Agora, a minha função de líder do PMDB me obriga a certos tipos de deveres que eu estou preso. Eu tenho que me articular com a governadora, com o Partido dos Trabalhadores e outros partidos da base de apoio para conquistar mais benefícios para o Rio Grande do Norte. A campanha passou e cada um fez o que tinha de fazer e cumpriu o seu dever. Agora, a missão é cuidar do Rio Grande do Norte", explicou Henrique Alves citando o fato de que outros Estados mostram maior poder de união da classe política do que o Rio Grande do Norte. "Na questão do DNOCS, o Ceará todo se uniu e mobilizou e nós ficamos aqui com algumas divisões internas e isso não pode acontecer", disse.Ele lembrou a questão das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) que na sua ótica exigirão mais uma vez a sua articulação junto à classe política do Estado.


Segundo Henrique Alves, Estados como o Ceará e Alagoas já manifestaram o interesse em ter sua ZPE, embora o Governo Federal ainda não tenha decidido se reservará uma zona para cada Estado da região. "Trata-se de uma verdadeira guerra, e eu terei que me reunir coma governadora Wilma de Faria, com o PT, com o Partido da República, enfim, com todos os partidos da base aliada para mostrarmos ao Governo Federal a viabilidade de contarmos com o benefício. Esse papel eu tenho e vou exercer e a contribuição que eu dou para a minha maturidade como político", argumentou.


DESCRENÇA - Quanto às declarações do senador José Agripino de que o desejo de Henrique é ser candidato ao Governo em 2010 com o apoio de Wilma, o presidente regional do PMDB afirmou não acreditar que o líder do DEM tenha dado tal declaração. "Eu não acredito nisso porque José Agripino me conhece e eu o conheço. Até porque ele sabe que, se eu vier a viabilizar uma candidatura dessa será pelo nosso grupo político", reafirmou o peemedebista assegurando que discutir o processo sucessório de 2010, antes de se saber o resultado da eleição de 2008 se constitui em um grave erro político. "É um desserviço se misturar as coisas antes do tempo e antes da hora. Não é por aí e não acredito que ele tenha dito isso", acrescentou.



Deputado espera manutenção de aliança com o Democratas



Em relação à aliança do PMDB com os Democratas, o deputado federal Henrique Eduardo Alves explicou que as divergências nacionais com o senador José Agripino existem, mas apesar desse posicionamento o que há é um respeito mútuo entre as duas agremiações. O parlamentar entende que isso não cria qualquer tipo de problema político em nível de Rio Grande do Norte.


"No Rio Grande do Norte existe esse compromisso e essa afinidade com os Democratas, o que não é de agora. E existe essa afinidade com Nélio Dias, com Álvaro Dias, e com o senador José Agripino vem da eleição passada e nós nos ‘demos’ muito. Rosalba Ciarlini é um exemplo disso. Ela é a nossa senadora e está sempre conosco, seja em Brasília, ou seja, no Rio Grande do Norte viajando conosco", citou Henrique Eduardo Alves explicando que o fato da senadora fazer oposição ao governo Lula não é motivo para problemas políticos no Estado. "Nós respeitamos a sua posição", complementou.


Voltando à questão dos rumores de entendimento com a governadora Wilma de Faria, o presidente do PMDB norte-rio-grandense avaliou que política se faz com afinidades e segundo ele, as afinidades do Partido do Movimento Democrático Brasileiro no Estado são com o PDT, PP e com o DEM. "Esse é o nosso grupo e será com ele que nós iremos marchar nas eleições do próximo ano", afirmou. Henrique admitiu que no ano passado aconteceram dificuldades de entendimentos entre PMDB e DEM, mas após as eleições houve uma união mais efetiva das duas agremiações no Estado.


"Da eleição para cá, a nossa afinidade com José Agripino, com Rosalba, com a prefeita Fafá e o deputado Leonardo Nogueira cresceu e digo mais: ela se descobriu e tem sido um convívio muito agradável. Então, eu acredito que essa aliança tem tudo para continuar", prevê. Sobre o pleito de 2008, Henrique espera que o partido tenha candidatura a prefeito de Natal. Segundo ele, essa será uma determinação da executiva nacional da legenda, para que o PMDB apresente candidatura a prefeito das principais capitais.

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