quarta-feira, 11 de junho de 2014

Severiano Melo divulga atrações do tracional São Pedro

A prefeitura de Severiano Melo divulgou ontem (09), as atrações da tradicional festa de São Pedro que acontecerá nos dias 29 e 30 desse mês.

Ferro na Boneca, Amazan, Pegada de Luxo, Pisada Forrozeira e Danilo Nickson animarão os dois dias de festa.

Resgatar e manter a tradição do São Pedro em Severiano Melo é promessa do prefeito Dagoberto Bessa.

João Moacir

Pesquisa Ibope: Dilma voltou a cair

Ibope: Dilma cai para 38%, e Aécio sobe para 22%

Em 11 de junho de 2014 às 06:10 por Ricardo Rosado - Portal noar

Atualizado em 11 de junho às 06:10

A menos de um mês do início da campanha, pesquisa do Ibope mostra queda de Dilma e aumento das chances de a eleição ser resolvida no 2º turno

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff oscilou negativamente em relação ao último levantamento.

No cenário mais provável, que inclui candidaturas de partidos nanicos, a presidente saiu de 37% das intenções de voto em abril para 40% em maio, e agora recuou para 38%.

O pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, saiu de 14% em abril para 20% em maio, e agora alcançou seu maior patamar, com 22%.

Eduardo Campos (PSB) soma 13% das intenções de voto, ante 11% em maio e 6% em abril.

No mesmo cenário, pastor Everaldo (PSC) manteve 3% das intenções de voto. José Maria (PSTU), Magno Malta (PR) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada.

Outros nanicos somam 1%. Brancos e nulos são 13% e indecisos, 7%. No levantamento de maio, brancos e nulos somavam 14% e indecisos, 10%.

A pesquisa foi contratada pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo.

Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios entre 4 e 7 de junho. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais.

O levantamento foi registrado sob o protocolo BR-00154/2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo a Agência Estado, o Ibope testou cenários com diferentes vices para Aécio (José Serra, Tasso Jereissati e Aloysio Nunes), além de colocar Marina Silva (PSB) na chapa de Campos e Michel Temer (PMDB) na de Dilma. Marina é a única vice que provoca alterações significativas no panorama. Com seu nome associado ao dela, Campos fica com 17% a 18% das intenções de voto, a depender do cenário. A inclusão de Serra na chapa de Aécio faz com que o tucano marque 23%.

Segundo turno – No cenário comparável com as pesquisas anteriores, os concorrentes de Dilma somam 42%, quatro pontos a mais do que a petista. Isso indica que aumentou a chance de segundo turno. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 40%, e os adversários, 36%. Em um eventual disputa com Aécio, a vantagem de Dilma caiu de 19 para 9 pontos porcentuais – em menos de um mês, o placar passou de 43% a 24% para 42% a 33%.

No cenário de confronto direto contra Campos, a petista também viu sua vantagem diminuir, de 20 pontos (42% a 22%) para 11 (41% a 30%).

A pesquisa também mostra que aumentou a rejeição à candidatura da presidente: a parcela do eleitorado que afirma que não votaria nela de jeito nenhum subiu de 33% para 38%.

(Com Estadão Conteúdo)

terça-feira, 10 de junho de 2014

Veja o que muda na programação da Globo e Band durante a Copa do Mundo


Para exibir a Copa do Mundo, Globo e Band mudam suas programações
A partir da próxima quinta-feira (12), começa o maior torneio de Futebol. Trata-se da Copa do Mundo que desta vez será no Brasil, e será transmitida pela Globo e Band até o dia 13 de julho.
Essas serão as únicas emissoras abertas que exibirão os jogos, desta maneira, também serão as únicas a sofrer mudanças mais profundas em suas grades de programação para acomodar as transmissões dos jogos. Alguns programas deixarão de ser exibidos e outros terão seu tempo e horário modificados.

O “Vídeo Show”, por exemplo, não será exibido quando os jogos acontecerem no período da tarde.  A Globo ainda não liberou a programação de sábado (14) e domingo. Já a programação da Band está praticamente totalmente voltada para a Copa do mundo, diante disso, praticamente todos os seus programas serão suspensos durante o mundial. O canal vai exibir os programas “Jogo Aberto”, “Os Donos da Bola” e o “Band Na Copa” com uma cobertura especial fora do estúdio.

Confira as mudanças nas programações da Band e Globo na primeira semana do mundial.

Na Globo

“Programa do JÔ” – Não será exibido durante o mundial, em seu lugar a Globo vai exibir a terceira temporada da série “Revenge”
“Malhação” – A temporada atual do folhetim chega ao fim no dia 11 de junho e só deverá voltar a grade de programação no dia 14 julho em nova temporada.
“Geração Brasil” – No dia 12 a novela vai ao ar a partir das 19h23, logo após o “Jogo do Brasil” e no dia 13, a novela começa muito mais cedo, às 18h36.
“Vídeo Show” – O programa começa no horário normal, a partir das 13h55 e ficar no ar até 14h45. No dia 13, o programa não será exibido.

Na Band

“Pânico na Band ” – A reprise do programa vai ao ar no dia 13, a partir das 23h15. No domingo (15), o programa será exibido normalmente às 21h.
Jornal da Noite” – O informativo será exibido normalmente nos dias 12 e 13 em um horário especial, indo ao ar das 01:30 até às 02h.
“Agora é Tarde” – O programa de Rafinha Bastos irá ao ar nos dias 12 e 13 da 00:30 até à 01:15.
“Show da Fé” – Irá ao ar somente no dia 12, das , das 20:40 até às 21:20
“Brasil Urgente” – A atração de José Luiz Datena não será exibido de 12 a 15 de junho.
“Jornal da Band” – No dia 12, o jornal vai ao ar às  19:20, após o jogo do Brasil. No dia 13, o programa é exibido das 21h às 22h e no dia 14, das 21h às 21:30

Cidades-sede: Custo das obras em Natal, em parte incompletas, chega a mais de R$ 1,2 bilhão

Cidades-sede: Custo das obras em Natal, em parte incompletas, chega a mais de R$ 1,2 bilhão Rio Grande do Norte conseguiu tirar do papel projetos como o novo terminal aeroviário, arena multiuso e complexo viário urbano

por RICARDO ARAÚJO  - O Globo

NATAL — Para um dos estados mais pobres do país, a Copa do Mundo vai além da paixão pelo futebol. A realização dos jogos se transformou, no Rio Grande do Norte, numa oportunidade de garimpar recursos e alavancar projetos que, há anos, dormiam nas gavetas do poder público. Em menos de três anos, Natal, que sediará quatro jogos da primeira fase do Mundial, viu serem erguidos um novo terminal aeroviário, uma arena multiuso e um complexo viário urbano, com investimentos de mais de R$ 1,2 bilhão.

A captação dos recursos foi um nó difícil de desatar. Não existiam projetos executivos para cada uma das obras pleiteadas, incluindo a do estádio — que inicialmente teria o formato de uma estrela, em alusão à Fortaleza dos Reis Magos. Foi preciso contratar empresas de engenharia e arquitetura para a confecção dos projetos. Os custos com tais contratos superaram os R$ 30 milhões. A maioria das plantas e planilhas apresentadas não serviu para coisa alguma. Foram justamente os problemas ocasionados pela demora na apresentação dos projetos que quase excluíram Natal dos jogos.

A insegurança jurídica e a incerteza da manutenção da capital potiguar como uma das 12 cidades-sede escolhidas pela Fifa refletiram na primeira licitação para a construção do novo estádio, a Arena das Dunas: nenhuma empresa se candidatou. Somente após conversas com o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, é que um novo procedimento licitatório foi aberto, e a concessionária OAS Coesa, a mesma que construiu a Arena Fonte Nova, em Salvador, apresentou proposta. Ao custo aproximado de R$ 400 milhões, o complexo multiuso foi construído no coração da capital, dividindo opiniões.

O alto custo do empreendimento, viabilizado através de uma Parceria Público-Privada (PPP), levou centenas de potiguares às ruas para protestar. Estima-se que, ao final dos 20 anos do contrato de concessão, o governo do estado tenha pagado ao consórcio administrador do estádio mais de R$ 1 bilhão. Os primeiros repasses mensais, no valor de R$ 9 milhões, começaram a ser feitos no início deste ano. Novos protestos já estão marcados para o dia 16 de junho, quando o vice-presidente norte-americano Joe Biden aterrissar em Natal. A expectativa dos manifestantes, a maioria ligada a partidos políticos opositores ao governo Dilma Rousseff, era que a presidente acompanhasse o colega norte-americano em sua passagem por Natal, mas a Casa Branca informou que o encontro entre os dois representantes acontecerá em Brasília, após o jogo entre as seleções dos Estados Unidos e de Gana.

Afora as polêmicas envolvendo o dispêndio do dinheiro público, a aproximação dos jogos mudou a cara da cidade. Os principais pontos turísticos e vias de acesso ao estádio e hotéis ganharam iluminação especial, painéis com as bandeiras das seleções que irão disputar jogos em Natal, letreiros com frases de boas-vindas em oito idiomas e decoração nas ruas para celebrar a chegada dos jogadores e turistas que passarão pela “noiva do sol”, apelido dado a Natal pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo. — Natal será mostrada para o mundo de uma forma muito positiva — afirmou o prefeito Carlos Eduardo. Para ele, o maior impacto da realização dos jogos em Natal será no turismo.

Atualmente, quase 90% dos hotéis de grande porte da cidade estão com as reservas fechadas para o período da Copa. Natal está entre as três cidades brasileiras com os maiores índices de ocupação de hotéis e pousadas. Cerca de oito mil japoneses, incluindo a princesa, virão conhecer a capital potiguar. O número de mexicanos poderá chegar a 10 mil.

A Secretaria Municipal de Turismo espera receber 170 mil turistas nos primeiros 15 dias de junho. Além do impacto positivo na economia, o maior legado da Copa será o das obras de mobilidade urbana. O Complexo Viário Dom Eugênio Salles, construído em tempo recorde, é composto por dois viadutos, seis túneis e duas passarelas. A infraestrutura foi construída ao redor da Arena das Dunas e causou, por oito meses, grandes transtornos aos moradores e comerciantes.

Um dos viadutos, localizado na lateral Sul do estádio, só ficará pronto no final de junho. A solução encontrada para esconder o esqueleto da obra foi cobri-lo com lonas com estampas alusivas à Copa do Mundo. Diferente do complexo viário urbano, o terminal aeroviário ficou pronto.

Ao custo de R$ 450 milhões, o Aeroporto Internacional Aluízio Alves é o primeiro empreendimento do gênero integralmente administrado pela iniciativa privada, incluindo a torre de controle. O complexo, no entanto, começou a operar sem atender as condições exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem receber voos internacionais por não ter o Ato de Alfandegamento, expedido pela Receita Federal.

Às vésperas da inauguração oficial, marcada para o dia 9, com a presença da presidente Dilma Rousseff — que cancelou o compromisso por causa de uma gripe — a Concessionária Inframerica sanou parte dos problemas, mas alguns ainda persistem. Caso o terminal não se adeque às normas impostas pela Anvisa, deixará de receber voos internacionais. Além disso, o Termo de Alfandegamento expedido pela Superintendência da Receita Federal no dia 5 de junho é válido apenas até setembro.

Herança.

Natal recebeu investimentos que superaram R$ 1,2 bilhão. A prefeitura, se contasse somente com recursos da arrecadação municipal, levaria quase uma década para injetar tamanho volume de recursos em obras de infraestrutura. Atrasos. A falta de projetos executivos com detalhamento das obras causou atraso no início das intervenções. Por conta disso, apenas um lote de obras será entregue até os jogos. O acesso Sul ao novo aeroporto não ficou pronto.

Despesas públicas.

Somente em consultorias técnicas, os governos estadual e municipal desembolsaram quase R$ 30 milhões. A maioria dos projetos contratados acabou sendo descartada

Ricardo Teixeira, LULA e Dilma já perderam a Copa que nem começou


Por Augusto Nunes

Lula verá os jogos da Copa enfurnado em casa. Não dará as caras sequer no Itaquerão, que não existiria sem a intervenção do mais influente torcedor do Corinthians: foi o camelô de empreiteira quem agenciou a entrada no negócio da Construtora Odebrecht e induziu o BNDES a bancar a obra bilionária. Passou anos sonhando com as ovações que ouviria ao aparecer nas 12 subsedes. O medo da vaia o fez descobrir que nada combina mais com futebol que transmissão pela TV regada a cerveja da geladeira na cozinha.

Ricardo Teixeira verá os jogos da Copa enfurnado em Miami. Andou circulando pelo Rio na semiclandestinidade, mas voltou para o esconderijo dias antes do apito inicial. “Ele não quer se expor a manifestações de hostilidade”, informou um amigo do ex-presidente da CBF que sonhava com a presidência da Fifa antes de entrar na lista dos prováveis convocados para a seleção da Interpol.

Dilma Rousseff imaginou que a Copa de 2014 seria a penúltima e mais gloriosa etapa da campanha para um segundo mandato tão inevitável quanto a mudança das estações. No momento, tenta criar coragem para participar da cerimônia de abertura. Mas já avisou que nada no mundo fará com que se arrisque a abrir a boca diante da multidão. Está provado: medo de vaia também provoca afonia.

Ninguém sabe se a Seleção vai ou não ganhar o hexa. O que o pavor da trinca já deixou claro é que Lula, Ricardo Teixeira e Dilma perderam a Copa que nem começou.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Voz do Brasil terá horário flexível durante a Copa

BZZZ

A presidente Dilma Rousseff (PT) assinou a medida provisória que garante flexibilidade, durante a Copa do Mundo, no horário de transmissão do programa A Voz do Brasil nas rádios.  

Durante o período do evento, de 12 de junho a 13 de julho, o programa poderá ir ao ar entre as 19h e as 22h.

Obrigatoriamente, o horário de A Voz do Brasil começa às 19h, de segunda a sexta-feira.   De acordo com a Agência Brasil, a flexibilização do horário vai evitar que as emissoras de rádio tenham que interromper a transmissão de jogos do mundial de futebol que estejam no mesmo horário que o programa.  

Há mais de 70 anos, com uma hora de duração, o programa traz informações de todos os poderes brasileiros. Está em discussão no Congresso Nacional uma proposta para que a transmissão continue com os padrões mais flexíveis mesmo após a Copa.

Rosalba começa a dar ‘o troco’ a José Agripino e diz na Revista Época que o DEM vai se acabar

Suerda Medeiros

Na edição 836 no dia 07/06/2014, a Revista Época trás uma entrevista com a governadora do Rio Grande do Norte, que o blog reproduz abaixo. O assunto é a pauta das rodas políticas, dos blogs e redações de jornais esta semana no estado.      

Da Revista Época  

Governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini é um espécime em extinção em seu partido, o DEM. Enquanto o PT tem quatro governadores de estado, o PSDB cinco e o PMDB sete, o DEM tem apenas um – no caso, Rosalba.

Até 2010 ela tinha a companhia de Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina. Mas, em 2011, Colombo seguiu como vários companheiros para outro hábitat, o PSD. Agora, a espécie dos governadores corre risco de extinção no hábitat do DEM.

Na semana passada, em uma reunião em Natal comandada pelo senador José Agripino Maia, ficou decidido que Rosalba não será candidata à reeleição. A intenção do encontro foi antecipar uma decisão que deveria ser tomada na convenção do partido no estado, marcada para o dia 15. Como a gestão de Rosalba é mal avaliada nas pesquisas, Agripino preferiu desistir dela para apoiar o candidato do PMDB, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. A ideia de Agripino é, com a aliança, tentar eleger uma bancada maior de deputados estaduais e federais para sobreviver – afinal, o DEM vem diminuindo de tamanho desde 2003.

Impedida de tentar a reeleição, Rosalba falou de sua situação nesta entrevista a ÉPOCA. Seus muitos momentos de silêncio durante a conversa e as escusas nas respostas dizem tanto quanto suas palavras sobre o assunto. Mesmo cuidadosa, ela vaticina: “O DEM tende a sumir”.

  ÉPOCA – Qual é a importância para o DEM da sua não-candidatura? A senhora é a única governadora do partido.

Rosalba – Eu acho que você tem de perguntar a eles. ÉPOCA – Mas qual a opinião da senhora? Rosalba – Só tínhamos dois (governadores). Perdemos um. A única que ficou está sem condições de colocar seu nome. O DEM tende a sumir.
ÉPOCA – Com a decisão de impedir a sua reeleição, o DEM está se apequenando?

Rosalba – Eu acho que, na realidade, era para estarmos lutando para termos mais governadores, como se luta para ter mais prefeitos, que são a base das eleições. Tendo mais governador cresce também a bancada. Muita coisa eu não posso responder por eles.

ÉPOCA – Como foi a reunião da semana passada? A senhora já percebeu um clima desfavorável?

Rosalba – Já percebi, porque na realidade o diretório vem de longas datas, ele (o senador José Agripino Maia) é o presidente do partido, sempre foi. Então, é claro que não tem se renovado muito o diretório. Teve votos nulos, votos em branco, teve abstenções – poucas, mas teve. Então, não havia unanimidade.  

ÉPOCA – A votação foi aberta?

Rosalba – Não, foi secreta.

ÉPOCA – O senador Agripino Maia fez algum tipo de consideração?

Rosalba – Não, foi só isso. Ele encaminhou mostrando a necessidade de o partido crescer suas bancadas e, para isso, não poderia ficar só (na disputa eleitoral); que o governo até então não tinha montado uma arco de alianças. Eu ponderei que, para você montar um arco de alianças, você precisa que as lideranças do partido ajudem.

ÉPOCA – A senhora está desapontada com ele?

Rosalba – Eu preferia não fazer nenhuma observação.

ÉPOCA – Por que?

Rosalba – (silêncio) Deixa… Eu estou refletindo.

ÉPOCA – A senhora conversa com o senador Agripino sobre sua situação?

Rosalba – Somos do mesmo estado e o conheço há mais de 50 anos. Frequenta a minha casa e nos tratamos muito bem. Sempre houve confiança de ambas as partes. Durante todo esse período, fui tentada a trocar de partido e isso poderia até ter sido mais promissor para mim politicamente. Mas eu não mudei porque Agripino era o presidente do partido e me mantive no DEM por uma questão de lealdade e respeito a ele.

ÉPOCA – Quais partidos a convidaram para que deixasse o DEM?

Rosalba – Tive convite do PSD, PROS, PTB, PP e de partidos menores. Qual é o partido do Marcelo Crivella? PRB. Tive convite do PRB. Mas fiquei no DEM.

ÉPOCA – Mas o que Agripino disse à senhora recentemente?

Rosalba – Há duas semanas estive com Agripino na casa dele em Natal. Ele disse que se eu tivesse condições eleitorais, poderia tentar. Mas qual seria o problema se eu me candidatasse? Tem candidato que entrou derrotado numa eleição e acabou eleito; e outros que entraram eleitos e saíram derrotados. Uma vez um candidato foi dormir achando que tinha ganhado a eleição em Natal. No outro dia descobriu ter perdido para Aldo Tinoco, um sanitarista que não era muito conhecido. O candidato derrotado foi (o presidente da Câmara) Henrique (Alves) e o povo lá em Natal comenta muito sobre isso. Mas voltando, se eu me candidatasse, o que poderia acontecer? Eu poderia não chegar ao segundo turno. Mas ainda assim o partido seria o fiel da balança no segundo turno e sairíamos ainda mais valorizados. Mas a preocupação era sempre com as eleições para deputados e senador porque não poderia ir só o Democratas. Eu disse que garantiria dois partidos (na aliança) e com chance de angariar o apoio de outros. Mas eu disse a Agripino que precisava de um aceno de que eu seria candidata, porque não posso propor aliança sem saber se vou ser candidata. Aí ele disse que faríamos uma reunião para ouvir o diretório.

ÉPOCA – Mas quais foram as condições impostas por Agripino para que pudesse apoiá-la?

Rosalba – Ele apontou com clareza as minhas dificuldades. Disse que eu precisava dessas alianças. Também se mostrou preocupado com uma questão jurídica no Tribunal Superior Eleitoral que pede minha inelegibilidade. Mas estou tranquila quanto a isso. No meu caso só cabe uma multa, não a inelegibilidade. O processo fala na chegada de um equipamento a uma semana antes da eleição. Mas eu não estive nesse local da entrega do equipamento e a presidente da comunidade beneficiada disse que eu não estava lá e que ninguém pediu voto.

ÉPOCA – O que a senhora pediu na reunião de segunda-feira?

Rosalba – Pedi que aguardássemos até a convenção do partido para eu ter tempo de costurar as alianças. Historicamente nenhum governador, por mais desgaste que teve, chega a uma eleição com menos de 25% – e eu já estava chegando perto, mesmo sem ser candidata. Aliás, se estou tão desgastada, por que todos têm tanto medo de me enfrentar? O partido cria todo tipo de dificuldade para eu ser candidata. É uma coisa incrível. Depois da reunião os jornais deram destaque que o partido tinha negado a legenda para a minha candidatura. Apesar de não ser oficial, pois o assunto deve ser tratado na convenção, isso dificultou a minha situação ainda mais.

ÉPOCA – E o que aconteceu?

Rosalba – O que me surpreendeu é que o meu apelo não foi levado em consideração.  Só que na reunião só se falou sobre eleição proporcional (deputados e senador). Quando isso aconteceu, percebi que se tratava de uma cassação branca. Deixei a reunião para não parecer que estava aceitando aquilo. Fui acompanhada de algumas pessoas.  Dizem que dar atenção às eleições proporcionais é uma decisão nacional do DEM com o objetivo de o partido crescer. Acho importante essa preocupação com as eleições proporcionais. Mas fica mais fácil tendo um candidato majoritário. Esse é o meu pensamento. Se na convenção eu percebesse que não teria condições, desistiria. Mas o partido chegou a antecipar as convenções.

Época – Quando será a convenção do DEM no Rio Grande do Norte?

Rosalba – Vai ser no dia 15, quando todas serão depois do dia 25. Mal começou a Copa… Era (para ser no dia) 13, é porque já gritaram lá que é o dia do primeiro jogo (da Copa) em Natal! Então, (foi) tudo montado. Assim, pareceu uma coisa muito… como se diz: não quer, não quer, não quer.

ÉPOCA – O governo da senhora tem sido mal avaliado. Numa pesquisa a senhora ficou na pior posição entre os 27 governadores.

Rosalba – Não digo que vou ganhar a eleição. Mas o nosso partido tinha chance de disputar a eleição. Minha candidatura levaria a eleição no Rio Grande do Norte para o segundo turno. Eu teria a oportunidade de esclarecer muita coisa sobre o meu governo.

ÉPOCA – Como a avaliação do seu governo chegou a esse nível? Isso foi levado em conta na reunião?

Rosalba – Não, isso não (foi levado em conta). Até porque eles sabem que isso (a avaliação do governo) vem melhorando. O governo que eu peguei, como eu disse, estava falido. Os hospitais eram o caos do caos. Com toda essa loucura, nós fizemos mutirão de cirurgias para acabar com as filas e acabamos em muitos lugares, aumentamos 88 leitos de UTI, 140 leitos de retaguarda. (o Rio Grande do Norte) É o estado que tem a maior cobertura de SAMU. Nós temos SAMU em todo estado: toda cidade com mais de 20.000 habitantes tem SAMU. Nós avançamos na oncologia, acabamos com a fila, hematologia está funcionando bem, voltamos a fazer até transplante de fígado que tinha parado. Nada é perfeito, tem muito a fazer, mas já melhorou muito. O aeroporto saiu do papel. Mérito da governadora? Luta da governadora, porque não descansei um só segundo. Teve a presença da nossa bancada? Teve e o compromisso da presidenta Dilma, mas ele vinha se arrastando há 17 anos.

ÉPOCA – Quando a senhora teve sinais de que o PMDB, que apoiava seu governo, não a apoiaria num projeto de reeleição?

Rosalba – Teve um determinado momento em que o PMDB, que chegou a ocupar sete secretarias, deixou o governo. Naquele momento, o PMDB já dizia que queria uma candidatura própria. Começamos a ver entrevistas. Havia sinalizações de que ele estava formando um acordo muito grande, inclusive com partidos que têm ideologias diferentes. A candidata dele ao Senado (Wilma Faria) é do partido do Eduardo Campos (PSB). Henrique Alves dizia que apoiava a (presidente) Dilma (Rousseff). Já outros partidos desse acordão querem apoiar o (senador) Aécio (Neves, candidato pelo PSDB).

ÉPOCA – Qual a vantagem do DEM em apoiar Henrique Alves?

Rosalba – Olha, sinceramente, eu não sei. As bases no interior reagem muito porque sempre foram partidos historicamente, adversários. Isso aí só quem pode responder é quem… Eu não discuti isso, né?

ÉPOCA – A senhora temeria confronto com Henrique Alves?

Rosalba – Não temeria confronto eleitoral com ninguém, porque era uma boa oportunidade para esclarecer muita coisa. Quem for governador do Rio Grande do Norte agora, vai encontrar um Rio Grande do Norte melhor. Nós ficamos entre os três estados, dito pelo próprio Tesouro, que fizemos o melhor ajuste fiscal. O Estado do Rio Grande do Norte conseguiu com o Banco Mundial o maior programa para ser desenvolvido da história do Rio Grande do Norte: US$ 540 milhões. Esse projeto começou comigo, começo, meio e fim. Já está andando o programa, começou este ano. (O estado) Nunca tinha conseguido. E conseguiu por que? Porque fez o ajuste fiscal, tem capacidade de pagamento, de endividamento e tem projetos.

ÉPOCA – A senhora tem um bom relacionamento com a presidente Dilma?

Rosalba – Tenho. Relacionamento republicano.

ÉPOCA – Ela ajudou a senhora?

Rosalba – Sempre que procurei, ela não se negou a ajudar. Isso aí eu tenho de lhe dizer: que a presidenta não criou nenhuma dificuldade. Por exemplo: a barragem de Oiticica, que havia uma dificuldade, vai ser, não vai, se é com Dnocs (Departamento Nacional de Obras de Contra às Seca), se é com o estado. Falei com ela, na mesma hora ela ligou para a (ministra do Planejamento) Míriam (Belchior) e mandou fazer a autorização da ordem de serviço.

ÉPOCA – Esse bom relacionamento com a presidente causou algum tipo de constrangimento para a senhora dentro do DEM?

Rosalba – Saíram dizendo que eu votaria em Dilma. Eu disse, na verdade, que poderei votar. E disse isso porque vi ações de combate à seca com as quais eu estava plenamente de acordo. Foi uma posição em cima de algo administrativo e a maneira republicana com a qual eu fui tratada pela presidente.

ÉPOCA – Houve alguma reação contrária do partido a sua manifestação?

Rosalba – Isso não deve ter agradado por eu ter elogiado tanto a presidenta Dilma. Eu disse que se estiver certo, eu aplaudo. Se estiver errado, também vou dizer.

ÉPOCA – Por que o DEM diminuiu tanto de tamanho?

Rosalba – O partido está precisando fazer uma análise de tudo isso. E acompanhar o rumo que o Brasil está tomando. É um tempo de mudanças e o DEM permaneceu muito estático

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Emendas de Henrique beneficiam mais cinco municípios. De novo, nada para Portalegre.

O Ministério da Saúde liberou nesta semana os recursos de cinco emendas individuais do deputado Henrique Eduardo Alves em benefício de municípios do Rio Grande do Norte. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4).

Os recursos destinam-se à aquisição de equipamentos e material permanente para estabelecimentos de saúde no âmbito da atenção básica. Segundo Henrique Alves, tratam-se de emendas que visam atender uma área vital e de amplo alcance social em cada município, neutralizando, pelo menos em parte, a escassez de recursos destinados à saúde pública.

No lote agora liberado, são contemplados os seguintes municípios:
Santa Maria – R$ 192.000,00
Taboleiro Grande – R$ 300.000,00
Água Nova – R$ 106.800,00
Augusto Severo – R$ 204.640,00
Grossos – R$ 299.000,00

Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dilma flexibiliza horário da Voz do Brasil na Copa

No período do Mundial, de 12 de junho a 13 de julho, a retransmissão diária do programa "poderá ser cumprida entre 19h e 22h"

Por Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff editou a Medida Provisória 648 para flexibilizar o horário de veiculação do programa ‘Voz do Brasil’ pelas emissoras concessionárias de radiodifusão durante a Copa do Mundo. No período do Mundial, de 12 de junho a 13 de julho, a retransmissão diária do programa “poderá ser cumprida entre 19h e 22h”.

Atualmente, a retransmissão deve ocorrer obrigatoriamente entre 19h e 20h. Com a MP, o governo também amplia as possibilidades de flexibilização da exibição da ‘Voz do Brasil’. Segundo o texto, “em casos excepcionais de interesse público, ato conjunto dos ministros de Estado Chefe da Casa Civil e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República poderá flexibilizar, por tempo determinado, o horário da retransmissão” do programa, que divulga oficialmente informações dos Poderes da República.

A Medida Provisória 648 está publicada no Diário Oficial da União. O texto da matéria altera trechos da Lei 4.117, de 27 de agosto de 1962, que institui o Código Brasileiro de Telecomunicações.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Mesmo decepcionada com o DEM, Rosalba segue cumprindo agenda Administrativa


 http://www.wllanadantas.com.br

itau-r10

Depois da reunião tensa com os membros do DEM na manhã desta segunda-feira(02), a governadora Rosalba Ciarlini, segue normalmente cumprindo agenda administrativa. Nesta terça-feira(03), 
Rosalba embarca para Brasília  às 15h, ficando por lá até quarta.

Rosalba  irá atender o convite do embaixador italiano no Brasil, Raffaele Tombetta, e participará da cerimônia de comemoração pela Data Nacional da República Italiana e conhecerá detalhes da Expo Milão 2015. Às 20h, participa da 8ª edição do Prêmio Prefeito Empreendedor, do Sebrae.

Na quarta-feira(04), dará continuidade à sua agenda, participando, às 15h30, de uma audiência com o Ministro da Educação, José Henrique Paim Fernandes, acompanhada do reitor da UERN, Pedro Fernandes. Às 17h, audiência com o Ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, para tratar de saneamento e mobilidade urbana, acompanhada da secretária de Infra-Estrutura, Kátia Pinto.