O povo de Portalegre
Seguindo com a série sobre Portalegre, hoje falaremos sobre a sua população
A fala, os gestos, a pintura, a música, os textos e outros meios de interação, todos esses elementos fazem com que a comunicação seja parte da formação de um povo. Em Portalegre não é diferente, ainda hoje é possível observar as inscrições rupestres feitas em alguns pontos da serra, principalmente no local conhecido como “Pedra do Letreiro”. Observa-se que o povo incorpora traços africanos, europeus e indígenas, e a partir daí imprime as suas marcas e particularidades.
A comunicação interpessoal está ligada ao processo de miscigenação na cidade de Portalegre, contribuindo, de certa forma, para trocas de valores e crenças que envolvem os grupos étnicos. Nesse mundo de mistura, cada um tem sua particularidade, mas todos juntos formam a unidade portalegrense. Através do convívio e da forma como a tradição é passada para as pessoas, podemos dizer que cada um faz parte de um todo.

Mesmo com a tecnologia dos meios de comunicação, as pessoas não deixam de lado a conversa nas calçadas e os bate-papos em lugares considerados pontos de encontros. Momentos esses em que acontecem trocas de idéias e valores, provocando, assim, a preservação da tradição do local. É isso que alimenta cada vez mais a formação de um povo, nesse caso, dos portalegrenses.
Durante o período eleitoral, a população se divide em dois lados: o Bacurau, caracterizado pela cor verde, e o Bicudo, representado pela cor vermelha. Com isso, a maneira de agir das pessoas muda e a rivalidade partidária é levada para a vida pessoal, pois os eleitores tornam-se inimigos durante as campanhas. Todavia, não há uma separação étnica nesse momento, e sim uma separação ideológica.
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